Ai, Ponte de Lima, diz-me
onde vais tu tão ligeira
no teu vestido de folhos
a fingir-te de solteira.
Ai que inveja que te tenho
quando vejo os foliões
rendidos às tuas rendas
com piropos e canções.
Tu, que desces a avenida
no teu ar de desafio
e que te encostas à ponte
só para te veres no rio.
E eu que estou à janela
a vigiar o marido
com medo que ele se esconda
na roda do teu vestido.
