
Cercaram-lhe as ideias
num assalto.
Ficou refém de um sem-número de ilusões.
Estenderam-lhe o corpo no asfalto, deceparam-lhe
lentamente as sensações.
Teve medo, muito medo, do momento.
O poeta a soçobrar ali, no chão.
O corpo cativo, ele entende e aguenta,
o sonho nunca morre.
Não o matem! Não o matem! Não!
Olharam de soslaio o seu desígnio, e,
em jeito de malvadez ou zombaria,
arrancaram-lhe dos braços aquele sonho,
como quem rouba ao céu a fantasia.
Depois, dois tiros certeiros, e salpicou
de vermelho carmim a poesia. Morreu, eu sei.
Mas que lhe importa a morte,
se uma só vida lhe trouxe tantas vidas?
Será para sempre o outro lado, como se o corpo
se elevasse ao infinito, ou a longínqua viagem
do seu eco fosse a sombra interminável do seu grito.
Maria da Fonte
Imagem retirada da internet
Estás imparável querida amiga,
ResponderEliminarFantástico
Abraço Né
Uma enorme elegia à poesia...
ResponderEliminarParabéns!
Beijo :)
Magistral.
ResponderEliminarO teu poema é excelente em muitos aspectos. Para além do conteúdo, destaco a musicalidade do poema.
Gostei muito, muito mesmo. És poeta de mão cheia...
Né, minha querida amiga, tem uma boa semana e uma Páscoa Feliz.
Beijo.
Magistral!
ResponderEliminarAdorei.
Beijinho e boa Páscoa