quarta-feira, 9 de setembro de 2026

 

Ai, Ponte de Lima, diz-me

onde vais tu tão ligeira,

no teu vestido de folhos,

a fingir-te de solteira.

 

Ai, que inveja que te tenho

quando vejo os foliões

rendidos às tuas rendas,

com piropos e canções.

 

Tu, que desces a avenida,

no teu ar de desafio,

e que te encostas à ponte

só para te veres no rio.

 

E eu, que estou à janela,

a vigiar o marido,

com medo que ele se esconda

na roda do teu vestido.

Maria da Fonte

 

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