segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

 



São cogumelos abertos,

os beijos do meu amor.

Nascem em troncos de outono,

como nascem as formigas,

e, em dias de muita chuva,

abrigam o meu senhor.

 

Salteados como lâminas

nas margens do rio Tormes,

os beijos do meu amor,

livres, sem dono marcado,

viajam na minha boca

 e na outra boca ao lado.

 

Maria da Fonte

2 comentários:

  1. A "boca ao lado" é espanhola?
    Gostei do poema, para além de bem construído tem uma sonoridade que dava para uma canção.
    Boa semana.
    Um beijo.

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  2. Gostei de conhevcer o blog
    Acolhedor
    :-)
    Bom Natal

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