São cogumelos abertos,
os beijos do meu amor.
Nascem em troncos de outono,
como nascem as formigas,
e, em dias de muita chuva,
abrigam o meu senhor.
Salteados como lâminas
nas margens do rio Tormes,
os beijos do meu amor,
livres, sem dono marcado,
viajam na minha boca
e na outra boca ao lado.
A "boca ao lado" é espanhola?
ResponderEliminarGostei do poema, para além de bem construído tem uma sonoridade que dava para uma canção.
Boa semana.
Um beijo.
Gostei de conhevcer o blog
ResponderEliminarAcolhedor
:-)
Bom Natal