Recados a Minha Mãe

Deram-te uma folha em branco e um lápis
da cor do céu, uma vida transparente
que o teu olhar coloriu.
Primeiro, uma casa grande, onde
pudesses sonhar. Depois,
um berço dourado e alguém
a quem embalar.
Era para ser um anjo aconchegado
nos braços, mas, do chão até ao céu,
alguém te trocou os passos.
E tu ficaste tão triste. Choraste, eu sei,
é assim. Mas da rudeza das pedras
pode fazer-se cetim.
Pintaste outro caminho, mais longo,
muito mais largo, e lá seguimos os dois
pela vida, lado a lado.
Mãe, só tu me sabes pintar
assim tão perto do céu.
Eu digo que sou um anjo,
tu pedes que seja eu.
Maria da Fonte

Deram-te uma folha em branco e um lápis
da cor do céu, uma vida transparente
que o teu olhar coloriu.
Primeiro, uma casa grande, onde
pudesses sonhar. Depois,
um berço dourado e alguém
a quem embalar.
Era para ser um anjo aconchegado
nos braços, mas, do chão até ao céu,
alguém te trocou os passos.
E tu ficaste tão triste. Choraste, eu sei,
é assim. Mas da rudeza das pedras
pode fazer-se cetim.
Pintaste outro caminho, mais longo,
muito mais largo, e lá seguimos os dois
pela vida, lado a lado.
Mãe, só tu me sabes pintar
assim tão perto do céu.
Eu digo que sou um anjo,
tu pedes que seja eu.
Maria da Fonte
Olá amiga, belos os teus poemas como sempre. Amei demais. Beijos com carinho
ResponderEliminarGostei do poema. Entre as recordações e os sonhos há um caminho que se pinta de amor.
ResponderEliminarA ternura e a delicadeza duma ligação incondicional. Tão belo!
ResponderEliminarFeliz Natal!
Não sei como este poema tão doce me passou despercebido, no final do ano. Mas estou muito feliz por o ler agora, embalou-me em delicadas emoções nesta noite de Março. Parabéns.
ResponderEliminarUm beijinho, uma doce semana
Ruthia d'O Berço do Mundo