É aqui
que corro mundo, sou feliz,
invento caminhos, ventos e amores,
tenho asas de papel em muitas cores,
ponho máscara, digo o que não fiz.
É aqui
que nasço, sou supostamente
o calcanhar de Aquiles na ciência.
Busco em cada letra complacência,
e nela sou ninguém e toda a gente.
É aqui
Que me equilibro sem teorema
a descer os conceitos e a subir.
E se um dia o meu cálculo ruir,
deixai-me repousar no meu poema.
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