E os poetas,
que se consomem
com metáforas alinhavadas
numa colher de sopa,
querem-nos convencer
de que um punhado de poemas no
bolso
deixa a morte sem poder.
Dizem, em manifestos,
que a poesia salva cidades,
que há sempre a possibilidade
de trocar um pão por uma flor.
E meio pão e um livro
não deixam ninguém
morrer.
Maria da Fonte
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