
É a morada dos limpos que se acende
na retina, se entrevê nas linhas retas,
nas curvas se dissemina.
É a voz rouca das portas, cheia de correntes
de ar, que amacia as palavras
e que as deixa passar.
É a textura dos dedos que se estende
de repente na projeção de silêncios
que te atingem mortalmente.
É o código postal que te leva cego e mudo
pelas estradas onde a vida
já fica longe de tudo.
Maria da Fonte
Imagem: Salvador Dali - Destino
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