
Eu sou a porta
entreaberta
das paredes
onde habito
entre o que me morre
em mim
e o que quebra
o infinito
o recorte
do que sobra
entre um
e o outro lado
a precisão
dos sentidos
num ponto
já desfocado
o voo
de cada qual
na falta
de algum voar
onde a palavra
se demora
entre
o ir e o chegar
e é de porta
entreaberta
que eu amo
baixinho tudo
desde as vertigens
da alma
às sombras
rasas do mundo
Maria da Fonte
Imagem da Internet
Excelente poema, gostei imenso.
ResponderEliminarMaria da Fonte, tem um bom resto de semana.
Beijo.
PS: já há muito tempo que aqui não vinha... perdemo-nos algures no tempo... mas gostei de voltar.