
E cabe no teu gesto
de cimento
um não sei quê de medo
e de muro.
Para quem vem de longe,
as horas ficam
no teu gemido
raso a quase tudo.
As noites pintam-te o sono
a fundo negro.
O frio embala-te o corpo,
se ficares.
Os dias sulcam
Os trilhos do teu rosto.
Os olhos moram
em todos os lugares.
Maria da Fonte
Imagem da internet
"E cabe no teu gesto
ResponderEliminarde cimento
um não sei quê de medo
e de muro."
todo o poema
me desassombra
mas começar assim
arrasa
a alma
sim é
ResponderEliminaros olhos moram em todos os lugares
o olhar não tem horizonte
nem fim
que belo poema este!
:)