
Visto palavra
a palavra,
vou mudando de estação.
Gasto a distância
das coisas
só com um lápis na mão.
Salpico nuvens
no céu,
ponho chuva
sobretudo.
Se houver água que me lave,
a vida cola-se a tudo.
Na mão
seguro estrelas,
deixo afogar
o olhar
e sigo pelas entrelinhas
sem pressa de me lavar.
Mas, na deriva
dos ventos,
a vida,
como um pião,
vai rodopiando à toa
e depois cai-me no chão.
Colem pedaço a pedaço,
como convirá,
decerto.
Não me lavei,
é verdade,
mas olhem que fiquei perto.
Maria da Fonte
Imagem da Internet
Muito bom, Maria.
ResponderEliminar(Por onde tem andado?)
Um Feliz 2016! :)
Belo poema, gostei muito de passear pelas tuas letras.
ResponderEliminarBom fim de semana
Beijo
Voltei a passar, pois o poema bem merece outra atenção, de tão profundo e belo na sua aparente simplicidade.
ResponderEliminarIsto é tecer a vida, é o que é.
Um beijinho, Maria da Fonte :)
A Verdade Em Poesia, está a tentar visitar a todos os seus seguidores,
ResponderEliminarpara deixar abraço amigo e agradecer por termos ficado juntos mais um ano,
desejar também que este ano lhe traga muitas alegrias, e grandes vitórias.
Atenciosamente. António.
PS. tive de seguir outra vez porque estava sem foto, ou sem endereço.