
No meu bairro
há uma rua sem saída
onde as palavras
fazem sempre ricochete.
Nas portas,
pintam formas esbatidas.
Nas janelas,
moldam memórias de gente.
O mundo do meu bairro
é só de fora,
desprende-se airosamente
dos sentidos.
E o tempo vai vertendo
hora a hora
sobre a pele dos meus dedos
ressequidos.
Se morro, no meu bairro,
ninguém vê,
porque tudo, no meu bairro,
faz sentido.
O mundo do meu bairro
é bem maior,
e o tempo do meu bairro,
mais comprido.
Maria da Fonte
Imagem da internet
No teu bairro
ResponderEliminarmora um bairro meu
de tão igual
ao teu
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Há bairos assim...
ResponderEliminarMas não há muitos poetas a fazer tão boa poesia como a que li.
Maria da Fonte, tenha uma boa semana.
Saudações poéticas.
Li mais uns quantos poemas.
ResponderEliminarE vi (claramente visto) uma poeta de mão cheia.
Maria, tenha um bom domingo e uma boa semana.
Abraço.