
Se a noite cai nos corpos seminus,
a lua ergue-se em nós como um pilar.
E num misto de feitiço, eu e tu
subimos entre a noite e o luar.
A bruma desce, rega em nós o prado,
e outro céu mais alto se levanta.
Neste avançar um barco se anuncia.
Há horizonte num mar que se agiganta.
Seguimos obstinados a maresia,
fechados na moldura do instante.
Brindamos cada onda até ser dia.
Havemos de morrer…. mais adiante.
Maria da Fonte
Imagem retirada da internet
Uma pintura de poema.
ResponderEliminar«Seguimos obstinados a maresia,
ResponderEliminarfechados na moldura do instante.»
(Bonito, isto!)
Se as ondas não forem alterosas (o brinde também não o será) mas a morte... quem pode pensar nela numa união assim?
ResponderEliminarBelíssimo poema