
Não te vás, Esperança.
Eu tenho medo
das horas que me pulsam
devagar,
da solidão gelada
dos abismos,
dos fantasmas que me prendem
o olhar.
Se me encolho no silêncio,
não te vás.
É tão longa a noite sem luar!
E entre a sombra do meu corpo
e o meu corpo
cabe a lenda
da bruma das manhãs.
Deixa que a terra cresça
em meu olhar,
ainda que o céu das aves
fique longe,
o declive do solo
me acobarde
e a mão vá chegando
sem chegar.
Maria da Fonte
Há mão dentro de nós e, acima de tudo, há as mãos que vamos semeando...
ResponderEliminarAs cumplicidades também chegam, mas por acréscimo.
Um beijo :)
Há um caminho para se fazer...sem medo e com muita esperança.
ResponderEliminarFeliz 2015.
Bj
Graça
Que em nós perdure a esperança.
ResponderEliminarbjo