
2 políticos devassos,
4 palavras de cor,
3 homens e 6 braços.
Regue q.b. com suor.
Um horizonte farpado,
Uma travessa de prata.
O mesmo sistema usado
No timbre do diplomata.
Repita as interjeições
As vezes que entender.
Um grama de eleições,
O resto do tempo a arder.
Junte um pedaço de mim,
Recorte-me a emoção.
Dissolva tudo assim,
Tal outra rebelião.
Bata tudo outra vez,
Agora muita mais gente.
Talvez consiga, talvez,
Um passado no presente.
Depois, do cimo do pódio,
Espreite o calor do fogão.
Quando já ferver o ódio,
O pitéu vira carvão.
Um balde, água bem fria.
Comece tudo de novo.
Invente, tenha ousadia.
Quem faz o povo, é o povo.
Maria da Fonte
Desilusões e desencanto do poeta com os políticos do seu tempo.
ResponderEliminarComo está actual este poema.
Os políticos são como as fraldas devem ser mudados.
Ainda continuamos a acreditar na mudança, mas eles são cada dia piores...
wau! GOSTEI!
ResponderEliminarOlá, cara amiga e nobre poetiza!
ResponderEliminarDepois de longa ausência, volto visitá-la e o faço me expressando em poucas palavras:
“Seja feliz, muito...”
Aceite meu abraço e até mais!