
Pedem-lhe
que trace o futuro,
e num poema
os pés de peregrino.
Crava no alto a corda,
vai subindo,
como quem fende um rasgo
no destino.
Depois olha do alto
o corpo em suspenso,
e com o lápis
desce até ao chão.
Tudo lhe fere os pés,
um medo imenso.
Sobe de novo a corda
da ilusão.
Segue o rasto
de todas as estrelas,
e, em rabiscos
sem se deixar tocar,
vai trocando os vales
pelas serras,
algures perdido num mapa
por traçar.
Foge da tela,
um lápis e o nada,
a corda gasta,
a mão e nunca mais.
E se às papilas
a terra for pesada,
traz no poema
as marcas digitais.
Maria da Fonte
Imagem da internet
Maria belíssimo poema minha querida.
ResponderEliminarQue Deus abençoe um grande abraço.
Evanir.
Boa noite Maria, tudo bem?
ResponderEliminarSempre em crescendo a sua poesia!
Magnifico este poema que me parece reflectir muito do que nos afronta nos dias que correm!
Um beijinho,
Ailime
Oi Maria, muito boa noite!
ResponderEliminarBelo poema!
Numa doce perfeição!
Uma linda semana coberta de muita paz e amor!
abraço amigo
Maria Alice