
Subo e desço a montanha
Pelos trilhos do incerto.
No topo fico tamanha,
Só no sopé eu desperto.
Neste subir e descer
A encosta irregular,
Vejo e deixo de ver
Os trilhos que hei de pisar.
Cerro os olhos, pouso a mão
Nos ombros largos do céu.
Resvalo, caio no chão,
Tudo o que tinha partiu.
Grito, maldigo o destino
E a montanha orbicular.
Deixou-me chegar ao cimo
Para depois me empurrar.
Agora no chão tão frio,
Espero que chegue Caronte,
Não para passar o rio,
Mas para subir ao monte.
Maria da Fonte
Essas travessias, tal como a vida, são sempre um sobe e desce...empurram-nos mas temos forças para subir outra vez.
ResponderEliminarBeijinho
Encantado com a magia dos seus versos, deixo-lhe um poema inspirado no seu. É um varano. Bjs, poetisa.
ResponderEliminarSUBIDAS E DESCIDAS
Não há subida,
Cuja descida
Não peça um freio!
Fica o receio
... De não parar!
Assim, ao monte,
Lá do horizonte,
Pedimos sorte,
Para que a morte
... Não possa entrar!
Idas e vindas,
Longas... Infindas...
Lá vamos nós,
Juntos ou sós
... A versejar!
Tantos os rumos...
Poucos os prumos...
Que a natureza,
Em sua beleza,
... Possa imperar!
Que nesse encanto,
Não haja pranto,
Mas, a magia
Que a poesia
... Faz-nos sonhar!
Lindo, Poeta. Muito lindo. Abraços
ResponderEliminarE é nessas alturas "menores" que surgem poemas assim, melancolicamente belos.
ResponderEliminarBeijinhos grandes Maria Fonte,
Fim de semana repleto de poesia,
Jessica Neves *
Olá Maria da Fonte, magnífico poema! Vamos tentar que o caminho seja sempre a subir, sem percalços. Não desistir nunca de acreditar. Um beijinho. Ailime
ResponderEliminarA procura tem destas coisas, o cair e o levantar...
ResponderEliminarMuito bem, Né!
Abraço
Desde que haja poesia, que importa a queda...é só "sacudir a poeira e dar volta por cima"...diz uma sábia canção!
ResponderEliminarBeijo
Adorei as tuas quadras. Até quando caíste no chão...
ResponderEliminarQuerida amiga, tem um bom resto de semana.
Beijo.