segunda-feira, 21 de março de 2016

Reentrâncias



Traço o mapa
nas nervuras,
limpo os pontos cardeais.

Ao limbo
de cada folha,
acrescento um pouco mais.

Tiro a redoma das coisas,
sigo qualquer
reentrância.

Não morro,
vou dormitando
na moldura da distância.

Seguro a vida nos dedos,
volteio os sonhos
na mão.

Os dias
nascem bem perto
da minha imaginação.


Maria da Fonte







3 comentários:

  1. Olá, Maria.
    "Seguro a vida nos dedos,
    volteio os sonhos
    na mão." - com planos bem delineados, com paciência renovada, a vida segue seu curso.
    bj amg

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  2. "Os dias
    nascem bem perto
    da minha imaginação."

    sorte de poeta

    meus dias andam tão longe...
    são imaginados pelo diabo
    e realizados por deus

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  3. E assim se consegue dominar a existência.

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