sábado, 18 de janeiro de 2014

Despotismo



Esta morte sem rosto
que me espera, esta vida
já mais que embaciada,
esta falta de sorte (quem me dera!)
de ser mais que o vazio, ser o nada.

Esta esfinge roçada pelo medo,
esta bravura de matar
quem já morreu, este mundo
redondo onde me enrolo,
na certeza sequer de que fui eu.

Esta intriga fechada,
deprimente, esta tela descorada
e encardida, este pintar, este dizer
omnipotente,
esta morte apagando esta vida.

Maria da Fonte
Pintura : Ferdinand Hodler

http://vimeo.com/90397881

5 comentários:

  1. Solta-te, poeta
    solta-te
    Tens versos de seguir em frente
    e arrastar toda a gente

    Não te quero adormecida
    mesmo em poema-pesadelo

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  2. Cada vez mais fantástica Manela.
    O mundo...cada vez mais entediante!
    Aquele abraço!

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  3. Querida amiga
    Mais uma linda semana recomeçou
    Mais uma vez o sol brilhou
    Para nos abraçar com sua cor
    Sobre cada flor
    Fazendo com que tudo fique mais belo e colorido.
    Trazendo a alegria para viver a nossa vida com mais serenidade e alegria.
    Desejo a você minha paz e alegria para seu coração.
    Abraço amigo
    Maria Alice

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  4. A geografia humana que nos envolve, privada de dignidade, não inspira cantos. Forjemo-los, então.

    Beijo :)

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  5. Este poema foi lido no InVersos:

    http://invers0s.wordpress.com/2014/03/30/inversos-maria-da-fonte-despotismo/

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