sexta-feira, 27 de dezembro de 2013


Uma noite sem portas, sem janelas,
Erguida de silêncio e pouco mais;
Entre as fendas das coisas pequenas
E as fragas viscosas do cais.

O gemido sufocante de um rio,
Uma lua desgrenhada no leito,
A leveza de um corpo esguio
Sobre o sopro de um dia desfeito.

E ao cimo das nuvens, estrelas,
Nem sempre tocáveis do chão.
Uns já nasceram sem braços,
Outro não estendem a mão.

Enfim, há noites que matam os dias,
Há dias que vivem nascendo,
Há homens que morrem com vida,
Há outros que vivem morrendo.

Maria da Fonte
Imagem retirada da Internet

5 comentários:

  1. Lindo querida amiga. Feliz Ano Novo e beijos com carinho

    ResponderEliminar
  2. QUERIDA MARIA

    HOJE COM UM POUQUINHO DE TEMPO PASSEI A VER ALGUNS AMIGOS!!!
    É LINDO O SEU POEMA!!!

    DESEJOS DE UM ANO NOVO FELIZ!!!

    1 BEIJO LÍDIA

    ResponderEliminar
  3. Poema magnífico, Maria! Adorei.

    Passo a deixar um desejo. Que o novo ano lhe seja leve.

    Feliz ano novo!

    Um beijo e um forte abraço

    Sónia

    ResponderEliminar
  4. O desespero dos dias, arredados de dignidade...
    O poema é muito bom!

    Beijo :)

    ResponderEliminar
  5. Poema excelente.
    Como há muito me habituei a ler no teu blogue.
    Minha amiga, tem um bom fim de semana.
    Beijo.

    ResponderEliminar