sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Metamorfose














Apaguei os dias paralelos,
arranquei das páginas a similitude
geométrica dos sonhos,
rasguei a dor oblíqua que ensombrava
as margens da minha história,
degolei o quadro
de formas regulares que me
distorciam a imagem.

Posso pintar tudo de novo,
a memória está limpa
e a vida ainda tem muita tinta.
Serei o Deus de mim mesma,
babel em convalescença,
a imagem espiral,
em vertical presença.

Texto: Maria da Fonte
Imagem: muraldosescritores.ning.com


6 comentários:

  1. Olá minha querida amiga!
    Tu és tão gentil! Olha a admração é mútua! Falava um destes dias com uma amiga comum(T.G.) e ela com aa experiênciaa que tem disse que os outros nos julgavam melhor que nós próprios.
    Então vou opinar: tu és fantástica! A tua poesia além de interventora é maravilhosa!
    Vou de férias M. Volto para continuar AQUI os nossos encontros.
    Grande, grande abraço
    e
    Boas férias!

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    Respostas
    1. Tudo de bom Manuela. És uma querida. beijinhos

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  2. Poema que suscita muitas palavras, mas há momentos em que nos devemos dispensar delas, apenas fruir...
    Acho o poema magnífico.

    Beijo :)

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  3. Serei o Deus de mim mesma. Bela decisão de quem quer melhorar. Meu beijo.

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  4. Mudamos todo o tempo, no entanto somos o que fomos ontem, hoje e amanhã a vida toda:) Um abraço, Yayá.

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  5. Belíssima poeisa!

    E muito obrigado pelo comentário em meu blog!
    Tenha um bom dia! :D

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