terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ia no fim

Entregaram-me o tempo
De uma vez,
Não me ensinaram sequer
A doseá-lo.
Julguei-o tanto, na minha
Pequenez…
Imaginei-o sem fundo,
Sem gargalo.
Inocente, talvez,
Ou irreverência,
Ostentei-o como troféu
Conivente.
Escorreu-me pelos poros
Da essência
Derramei-o no chão,
Além de mim.
Qui-lo de volta,
Curar a minha incúria,
Mas
Já o frasco ia no fim.

Maria da Fonte
blogdagravida.wordpress.com

3 comentários:

  1. LINDO MARIA!!!

    ACONTECE...SÓ DAR-MOS VALOR A ALGO NO FIM DE O PERDER... QUANDO VAI LONGE...QUANDO JÁ NADA PODE VOLTAR!!!

    RESTA SABOREAR CADA SEGUNDO DO QUE RESTA!!!

    1 BEIJINHO QUERIDA!!!
    LÍDIA

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  2. Também nunca me desiludes... a cada visita, mais me ancantas com as tuas palavras.
    Este poema é apenas excelente. Bravo, querida amiga. Assim vale a pena "perder" tempo nos blogues... contigo, eu ganho tempo, contrariando o teu poema...
    Beijo grande.

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