sábado, 8 de outubro de 2011

Esboço ideal
















Foste o esboço ideal
de um projeto,
levantado num dia de temporal.
Cimentei de desejos todo o teto,
Ignorei os alicerces,
o principal.

Desmoronaste,
Eu fiquei despida.
Nos escombros,
enterrei o meu pudor,
Desatei a minha mão
da vida,
Exumei o meu grito,
a minha dor.

Hei de voltar
a erguer
o meu castelo,
de telhado aparente, surreal.
Aquele,
o mais seguro,
o mais belo,
de alicerces cimentados de real.

Maria da Fonte

3 comentários:

  1. Às vezes por querermos muito algo, fechamos os olhos para a realidade e acabamos assim, com nossas fortalezas ruidas e nossos sonhos desfeitos. Na ânsia de querer, projetamos um sonho e esquecemos que ele é etéreo.
    Beijokas doces e obrigada pelo carinho. Sigo-te também e por um pouco peço paciência comigo, pois estou num momento bem tumultuado.

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  2. Bom dia Maria
    Venho agradecer a sua visita ao meu cantinho, seja sempre muito bem vinda ao mundo magico do coração!
    Sim eu nasci em Vila Nova de Cerveira, mas morei por morei por alguns anos em Paredes de Coura, pertinho de Ponte de Lima.
    Lindo seu poema!
    Tenha uma linda semana
    abraço Amigo
    Maria Alice

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  3. Que delícia de poema, querida Maria! Por vezes as fortalezas ficam em ruínas, porém a vontade, tal como Fenix, das cinzas renasce.
    Lindo. Bjito amigo e uma flor.

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